Cachorros

Síndrome de Cushing em cães: será que é grave?

Algumas doenças podem afetar todo o organismo do pet, trazendo muita preocupação para o tutor. A síndrome de Cushing em cães, também conhecida como hiperadrenocorticismo, é uma delas.

Algumas raças caninas são mais predispostas a desenvolver a condição, mas ela também pode afetar os vira-latas. Saiba o que é a síndrome de Cushing em cães, quais os sintomas e como é o tratamento a seguir.

Entendendo a síndrome de Cushing

A síndrome de Cushing em cães pode ser causada pelo mau funcionamento das glândulas hipófises ou adrenais, aumentando a produção de cortisol.

Além da anormalidade nas glândulas, a síndrome pode estar relacionada à existência de tumores no organismo do cachorro. Portanto, é importante investigar os sintomas, a fim de oferecer o tratamento mais adequado ao animal.

Como o cortisol é uma substância que regula muitas funções no corpo do pet, seu desequilíbrio é capaz de afetar diversos órgãos. Assim, o animal pode desenvolver diabetes, hipotireoidismo, problemas de pele e muitas outras condições.

As causas da Síndrome de Cushing

Como dito, a síndrome de Cushing em cães é causada pelo aumento do cortisol. Mas o que faz com que a sua produção aumente? Três causas são as mais comuns: tumores nas glândulas adrenais, tumores na glândula hipófise ou a iatrogenia.

A mais recorrente é a forma iatrogênica, derivada do uso indiscriminado de medicamentos à base de corticoides, que podem ser usados para acabar com as crises de coceira em animais alérgicos.

Ouvir falar em tumores arrepia os cabelos de qualquer tutor. Porém, não se preocupe! Nesse caso, eles são benignos, ou seja, não invadem outros tecidos e órgãos. O problema é que crescem e causam muita dor e incômodo ao animal. Portanto, é essencial se atentar aos sintomas.

Sintomas de síndrome de Cushing em cães

Saber os sintomas da síndrome de Cushing em cães vai ajudar muito o tutor a perceber os sinais no seu cachorro de forma precoce. Lembre-se de que os indícios podem ser muito parecidos com os sintomas de envelhecimento nos cachorros, ok?

A seguir, confira quais são as principais alterações observadas:

  • sede excessiva e aumento do volume de urina;
  • aumento de apetite;
  • ganho de peso acompanhado de aumento da região abdominal, que fica abaulada;
  • afinamento da pele;
  • mudança na coloração da pele para acinzentada;
  • presença de vasos aparentes (telangiectasia);
  • maior perda e afinamento de pelos;
  • irritabilidade ou agitação;
  • fraqueza;
  • atrofia muscular;
  • alteração no ciclo reprodutivo, no caso das fêmeas que não são castradas.

Raças com predisposição a desenvolver a doença

De forma geral, todos os cachorros podem desenvolver a síndrome de Cushing. No entanto, algumas raças possuem mais predisposição do que outras. É o caso de animais de pequeno porte, como Yorkshire, Shih-Tzu, Bull Terrier e Lhasa Apso, Poodle, Dachshund, Dachshund e Spitz.

Caso você seja tutor de um cão de uma dessas raças, não economize nos check-ups, combinado? Também é importante saber que essa doença não costuma atingir os filhotes, com o surgimento dos sintomas por volta dos seis anos.

Diagnóstico e tratamento

Está suspeitando de que seu cachorro tem a doença? Nesse caso, a primeira coisa a ser feita é levar o animal para uma consulta ao veterinário, se possível em jejum alimentar de 8 a 12 horas. Assim, caso necessário, o veterinário já consegue coletar o sangue para fazer os exames necessários.

Ele também pode solicitar um ultrassom abdominal para ver se as glândulas adrenais estão aumentadas ou não. Para fazer o ultrassom, o pet também precisa estar em jejum, e o veterinário poderá administrar uma medicação para diminuir os gases intestinais.

A partir do diagnóstico, o profissional vai recomendar o melhor tratamento da síndrome de Cushing. Caso a presença de tumores seja detectada nas glândulas, é possível que o veterinário indique uma cirurgia para remoção.

Além disso, é muito provável que o profissional recomende o uso de medicamentos via oral para o pet. Para evitar o comprometimento de outros órgãos, é essencial identificar a síndrome de Cushing logo no início. Em alguns casos a síndrome de Cushing tem cura.

Prevenção da síndrome de Cushing em cães

A principal forma de prevenir a síndrome de Cushing em cães é fazer visitas rotineiras ao médico-veterinário. O aspecto do corpo de um animal com a doença é muito evidente para o profissional.

Quanto antes ele desconfiar que o cachorro possa ter a síndrome, mais cedo irá pedir os exames e detectar a doença. Dessa forma, os prejuízos para a saúde geral serão menores.

Como mencionado, o uso indiscriminado de medicamentos com corticoides pode levar ao surgimento da doença. Sendo assim, não use remédios com dexametasona, prednisolona e outros “ona” sem a prescrição do médico-veterinário. Você também deve respeitar a quantidade e o tempo de tratamento prescrito pelo profissional.

A síndrome de Cushing em cães é uma doença silenciosa e grave. Caso desconfie que seu animal tem a enfermidade, busque o quanto antes os profissionais do Centro Veterinário Seres e faça os exames necessários.

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