Bem-Estar

Será que cachorro tem autismo? Que tal descobrir?

Em humanos, o autismo é um distúrbio que se caracteriza por manifestações comportamentais, dificuldade nas interações sociais e padrões estereotipados. Às vezes, esses sintomas estão presentes em alguns cães. Então, será que cachorro tem autismo?

No campo da ciência, alguns estudos já buscaram identificar o cachorro autista, relacionando os sintomas do animal com o do humano. A seguir, confira o que se sabe sobre o cachorro autista até agora.

Afinal, os cães podem mesmo ter autismo?

Os pesquisadores ainda não conseguiram definir se o cachorro com autismo existe, embora venham estudando o assunto desde a década de 60. Na década de 90, alguns cientistas mapearam os genes humanos envolvidos na comunicação e na socialização, identificando esses mesmos genes nos animais.

Esse mapeamento genético sugeriu que o autista teria alterações nessas moléculas. Então, haveria uma possibilidade de cães com disfunções nesses mesmos genes terem autismo ou algo parecido com a alteração em humanos, mas isso não afirma que cachorro tem autismo.

Outro estudo sueco realizado na Universidade Linköping levanta a hipótese de que os cães também têm transtornos sociais e do espectro autista dos humanos. Ele avaliou a resposta dos cachorros ao conseguirem abrir a tampa de uma caixa pregada, impossibilitando a missão.

A maioria dos cães tentou por algumas vezes e pediu ajuda aos humanos no local do teste, mas alguns ficaram insistentemente, tentando abrir a tampa, sem fazer contato visual, nem pedir ajuda às pessoas, mas isso não quer dizer que cachorro tem autismo.

Uma vez que, na maior parte das vezes, os sintomas de autismo em cães são causados por fatores ambientais, eles podem ser minimizados ou revertidos com a ajuda de uma equipe multidisciplinar, incluindo adestrador, comportamentalista e médico-veterinário.

O risco da banalização

Com essa falta de evidências que comprovam que o cachorro tem autismo, os médicos-veterinários especialistas em comportamento animal tratam a questão com muito cuidado e zelo para não prejudicar o bem-estar do animal.

Muitos profissionais têm receio do extrapolamento de características humanas do espectro autista para os cães e da afirmação de que existe autismo em cachorro. O motivo é que isso retiraria do foco as causas já bem estabelecidas para muitas dessas alterações comportamentais e prejudicaria o correto tratamento do pet.

Condições especiais existem e precisam ser reconhecidas, assim como problemas psíquicos que requerem atenção e medicação. No entanto, é sempre arriscado quando um termo sai dos diagnósticos realizados em consultório e passa a ser amplamente utilizado, como já ocorreu com “depressão” e “déficit de atenção” em humanos.

“Falar em autismo para cachorro é prejudicial, pois alguns comportamentos são manifestados por reação ao ambiente ou ao estilo de vida do cão”, diz a Dra. Júlia Bezerra Andrade, médica-veterinária.

“Estimular os tutores a compreender as atitudes do pet e melhorarem a convivência é sempre o melhor caminho”, complementa a Dra. Júlia Bezerra Andrade, médica-veterinária da clínica Seres de Aracaju.

Ansiedade e comportamento antissocial: o que pode ser e o que fazer

A falta de interesse em pessoas e animais, a automutilação e os comportamentos repetitivos são os principais fatores que levam as pessoas a se questionar se existe cachorro autista.

Nos cães, em geral, tais problemas são desencadeados principalmente pela falta de socialização e sociabilização, além de um manejo inadequado, com rotina e ambiente pobres em estímulos.

Socialização

A socialização é o momento em que o filhote está mais propenso a aprender coisas novas nos primeiros quatro meses de idade. Essa fase coincide com a vacinação do filhote, período em que ele não pode andar na rua nem em parques, tendo pouco contato com coisas diferentes.

Então, isso é um problema sem solução: o animal socializa e enfrenta o risco de adoecer por não ter sido completamente vacinado ou não socializa e tem problemas comportamentais?

É possível socializar um filhote sem expô-lo a riscos desnecessários. Outros cães que pertencem a familiares, são vacinados e vermifugados podem socializar com o filhote, sem prejuízos para o bebê.

Outra dica importante é manejar o cão ao máximo para ele se habituar ao toque humano e se acostumar a alguns barulhos, como o secador de cabelos, o liquidificador e o aspirador de pó.

Passeios na rua no colo do tutor também são autorizados. Assim, o filhotinho vê e ouve coisas novas, como os pássaros, outros cães passeando, uma moto ou um ônibus que passa, buzinas e pessoas de diferentes características, sendo melhor socializado e não tendo problemas de autismo em cães.

Outros fatores que podem estar associados a esses sintomas de cachorro com autismo são alimentação inadequada e problemas de saúde. Portanto, ao observar qualquer alteração na aparência ou no comportamento do seu amigo, leve-o ao veterinário para uma consulta.

Além de proporcionar acompanhamento e uma alimentação balanceada, é fundamental garantir que o pet tenha uma rotina estruturada, com ambiente adaptado e rico em estímulos, onde ele tenha oportunidade de escolha para exercer comportamentos naturais.

Gostou de saber se cachorro tem autismo? Então, ao iniciar os passeios com seu filhote na rua, proteja-o contra pulgas e carrapatos e use uma coleira segura. Quer enriquecer o ambiente com brinquedos? Isso tudo e muito mais, você encontra na loja Petz.

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