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Axolote: 7 curiosidades sobre esse pet encantador

Publicado em 17 de julho de 2019

Tempo de leitura: 4min

O que é, o que é: é conhecido como “monstro aquático”, mas parece personagem de desenho animado; chega à fase adulta, mas ainda com características de quando era larva? Estamos falando do axolote!

axalote aquarismo

Também conhecido como axolotl ou axolotle, o Ambystoma mexicanum vem ganhando popularidade entre os apaixonados pela fauna aquática. Se você ainda não conhece ou sabe pouco sobre esse pet simpático, confira as sete curiosidades que separamos sobre o axolote.

1. O axolote é um anfíbio, não um peixe

Além de “monstro aquático”, uma das alcunhas mais famosas para os axolotes é “peixe que anda”. Mas, saiba que esses bichos pertencem a uma classe diferente: a dos anfíbios.

Isto é, a mesma de sapos e pererecas. Na verdade, os axolotes são um tipo de salamandra. Ou seja, eles fazem parte da ordem de anfíbios caudados e com aparência de lagarto.

Por isso, pode ser que você tenha conhecido esse bichinho peculiar sob o nome de salamandra axolotl.

2. Seu nome é uma homenagem a um deus asteca

Bastante antigo, o axolote é original do México e está presente no país desde antes da chegada dos espanhóis. Tanto é, que ele faz parte da mitologia local, e seu nome é prova disso!

Reza a lenda que esse animais marinhos diferentes seriam a reencarnação do antigo deus asteca Xolotl, responsável pelo fogo e pela iluminação.

Descrito como um deus com esqueleto de homem e cabeça de monstro. Não à toa, sua figura lembra muito a de uma salamandra aquática com brânquias externas.

3. Ele é um animal neotênico

Em biologia, a neotenia é um fenômeno caracterizado por quando uma espécie mantêm suas características larvais mesmo depois de chegar à fase adulta.

Lembrando que os axolotes são uma espécie de salamandra, o normal é que os animais dessa ordem se desenvolvam na água, tornando-se terrestres após a metamorfose.

Os axolotes, contudo, até podem passar por essa mudança. Mas, em geral, permanecem a vida toda com características típicas do estado larval da salamandra, como brânquias externas e barbatana caudal.

4. O axolote é um grande aliado da ciência

Os únicos animais vertebrados capazes de se regenerar, as salamandras sempre chamaram a atenção de cientistas ao redor do mundo. Nesse sentido, os axolotes se destacam ainda mais!

Entre suas “habilidades”, estão a capacidade de se recuperar de feridas sem deixar cicatriz. A regeneração de extremidades amputadas, e a reparação completa da medula espinhal em caso de lesões.

axalote pet

Ao identificar as sequências genéticas responsáveis pela regeneração dos axolotes, cientistas acreditam que, no futuro, eles poderão contribuir com a medicina humana.

5. Ele também já marcou presença nas artes

Mais uma prova de que não é de hoje que os axolotes despertam a curiosidade pode ser vista no mundo das artes.  Graças à inclusão desses anfíbios em murais do pintor Diego Rivera, e em textos do poeta Octavio Paz, eles se tornaram verdadeiros símbolos do México.

Em 1956, o escritor argentino Julio Cortázar escreveu um conto inspirado nos axolotes.

6. Ele corre o risco de entrar em extinção

Atualmente, o lago Xochimilco, na Cidade do México, é o único lugar do mundo onde é possível encontrar axolotes “selvagens”. E, mesmo assim, em pouca quantidade.

De acordo com um censo realizado de 1998 a 2008, em 1998, o lago contava com uma população de seis mil axolotes. Esse número já havia caído para mil em 2003, e para 100 em 2008.

Os pesquisadores apontam que as principais ameaças para a espécie são a poluição da água e a introdução de espécies, como carpas e tilápias, no lago Xochimilco.

7. O axolote não pode ser criado em casa

Muitos animais exóticos podem ser criados em ambientes domésticos, com a devida autorização do IBAMA. No caso dos axolotes, isso não acontece. Afinal, no Brasil não existem criadores com licença do órgão para a comercialização desses animais. Portanto, atualmente, a aquisição do axolote é considerada ilegal.

Já em relação aos parâmetros da água, o ideal é que ela tenha temperatura entre 16°C e 20°C, e faixa de pH entre 6.5 e 8.0. Os axolotes são muito sensíveis a substâncias tóxicas, por isso, tenha um bom sistema de filtragem e evite pegá-los nas mãos.

Acesso o site das lojas da Petz, ou encontre a unidade mais próxima e adquira os objetos necessários para criar um axolote com todo o carinho e cuidado que ele merece!

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