A cinomose é uma doença que afeta os cachorros, especialmente os filhotes ou os que apresentam baixa imunidade e não estão devidamente protegidos. Por ser uma doença muito grave, é preciso saber como reconhecer os sintomas.
Vale ressaltar que a cinomose canina tem importância mundial. No Brasil, ela é considerada endêmica, ou seja, tem alta prevalência em todas as regiões do país. Essa doença é muito contagiosa entre os animais e tem altas taxas de óbito. Confira mais sobre esse assunto tão importante.
Para compreender o que é cinomose, é necessário entender que é uma doença multissistêmica. Ou seja, , vários órgãos do pet são afetados, podendo ocasionar óbito ou deixar sequelas que duram a vida toda.
A doença é causada por um vírus da família Paramyxoviridae. Ela também é conhecida como CDV, sigla em inglês para “vírus da cinomose canina”. Durante sua evolução, a condição pode causar diversos sintomas que se iniciam de forma branda, mas rapidamente debilitam o animal.
Os mais propensos a desenvolverem sintomas graves são os filhos, que costumam ter um sistema imunológico mais frágil, pets idosos e cachorros que não receberam a imunização adequada contra a doença.
A transmissão da doença ocorre quando um pet saudável entra em contato com secreções respiratórias, urinárias, sangue, fezes ou saliva de um animal contaminado.
A transmissão pode ocorrer de forma direta, quando o cachorro tem contato próximo com o outro pet, ou indireta — por meio de comedouros, bebedouros, brinquedos ou outros objetos com que o animal contaminado tenha tido contato.
Por isso, o cão pode contrair a doença durante um passeio no parque ou na rua por onde um pet infectado passou.
Se a sua preocupação é que você ou a sua família sejam contaminados com a doença, pode ficar tranquilo, pois seres humanos não são afetados pela cinomose.
Entretanto, tutores e outras pessoas próximas ao pet podem ser transmissores da doença, se entrarem em contato com animais contaminados e, posteriormente, com pets saudáveis. Isso pode acontecer pela roupa ou outros objetos em que o vírus pode permanecer.
Inicialmente os sintomas da cinomose são inespecíficos,semelhantes aos de outras doenças. Alguns deles são: prostração, apatia, falta de apetite e febre. Conforme ela progride, os quadros clínicos são separados por fases, conforme o sistema do organismo atingido.
Vale ressaltar que nem todos os pets irão passar por todas as fases da cinomose. Eles também podem ter sinais brandos que são mais difíceis de perceber, ou mesmo apresentar sintomas de estágios diferentes ao mesmo tempo. Confira as principais alterações que ocorrem no organismo do animal:
O sistema gastrointestinal é um dos primeiros a ser atingido pela doença. Como diversas outras enfermidades também afetam o intestino, estômago e outros órgãos envolvidos, os primeiros sinais podem ser confundidos com patologias menos graves. Veja abaixo alguns dos sinais desse estágio:
O sistema respiratório também está envolvido no início da doença, mas já configura um estágio um pouco mais avançado. Sem o tratamento adequado, o pet pode manifestar o estágio seguinte, que é muito mais grave e difícil de curar. Conheça os sintomas respiratórios da cinomose:.
O quadro clínico da cinomose pode levar ao óbito em qualquer momento. Porém, na terceira fase, quando ele atinge o sistema nervoso, a taxa de mortalidade é ainda mais elevada. Veja os sintomas que o pet pode apresentar neste estágio da doença:
Na última fase, o animal pode apresentar alterações dermatológicas. Quando chega a esse estágio, normalmente o pet está muito debilitado. Porém, lembre-se de que cada animal é único. Dependendo da imunidade, os sintomas podem não ser tão intensos. Veja abaixo alguns dos sinais que o pet pode apresentar:
O diagnóstico da cinomose em cães é feito pelo médico-veterinário por meio da observação dos sinais clínicos e do histórico do pet. O profissional avalia se o animal está vacinado, se passeia na rua ou se teve contato com cães possivelmente infectados.
Ele também pode solicitar alguns exames, como hemograma e testes de imagem — radiografia e ultrassonografia. Ainda que os sinais clínicos já sejam suficientes para suspeitar de cinomose, existem exames específicos para sua detecção, como o Elisa e PCR.
A cinomose tem cura, mas as taxas de sucesso são muito baixas. Não há remédios que combatam diretamente o vírus, ou seja: as medicações atuam no controle dos sintomas. Portanto, a recuperação irá depender da fase em que o pet iniciou o tratamento de suporte e da resposta dele aos medicamentos.
Tratamento da cinomose
O tratamento da cinomose consiste na melhora da imunidade do pet. As complicações da doença são tratadas com uso de antibióticos, suplementos nutricionais, expectorantes, broncodilatadores, antitérmicos, anticonvulsivantes, entre outros. Ainda assim, eles não garantem a cura.
Além disso, mesmo quando o organismo do animal consegue vencer a doença, as sequelas neurológicas podem ser graves, colocando o animal em sofrimento. Apesar de todas essas complicações, com o avanço da medicina veterinária, é possível ver cada vez mais relatos de cura da cinomose.
A melhor forma de prevenir as doenças que acometem os pets é aplicar as vacinas. O imunizante que protege contra a cinomose é a vacina múltipla V7, V8 ou V10. O início do cronograma vacinal deve começar com o pet ainda filhote. Mas vale lembrar novamente que o reforço anual é essencial.
Manter a carteira de vacinação em dia protege o animal não só da cinomose, mas também de outras doenças importantes. Confira os serviços disponíveis no centro veterinário Seres, que vão ajudar a proteger o seu pet em todas as fases.
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