A febre maculosa é uma doença grave e bastante temida que afeta diversas espécies de animais, incluindo seres humanos, gatos e cachorros. Seu agente transmissor é o conhecido carrapato-estrela.
Sendo uma doença tão importante que pode afetar toda a família, o melhor a fazer é obter informações para se prevenir, não se expor a riscos desnecessários e manter a calma diante de situações suspeitas. A seguir, temos todas as informações que precisa saber para manter sua família protegida!
A febre maculosa, também conhecida como doença do carrapato-estrela, é uma doença infectocontagiosa causada por uma bactéria chamada Rickettsia rickettsii. Ela é transmitida pela picada desse carrapato quando contaminado com a bactéria.
A febre maculosa tem grande importância não somente porque afeta os animais, mas porque é uma zoonose, isto é, uma doença que pode ser transmitida de animais para os seres humanos.
Nas pessoas, ela provoca febre alta, dores musculares e articulares, dores abdominais, vômito, diarreia, alterações renais, hepáticas, respiratórias e manchas avermelhadas na pele. Infelizmente, pode levar a óbito em poucos dias se não diagnosticada e tratada a tempo.
A febre maculosa nos animais pode não apresentar sintomas, ter sintomas leves ou muito severos. Em quadros avançados, os sinais são semelhantes aos que ocorrem com os seres humanos. Alguns exemplos são:
A febre maculosa nos animais também pode levar os peludos ao óbito, por isso, o diagnóstico precoce é essencial. Os sinais clínicos se iniciam em aproximadamente 15 dias após a picada do carrapato-estrela contaminado. Conforme se agravam, também causam alteração neurológica, respiratória, vascular, hepática e renal.
Muito se fala de febre maculosa e carrapato-estrela, mas muitos não sabem identificar esse ectoparasita. Existem muitas espécies de carrapatos, todas com potencial de transmitir doenças. Porém, no caso da febre maculosa, o carrapato-estrela é o que está associado à enfermidade, sendo mais importante.
Saber como identificar o carrapato-estrela, cujo nome científico é Amblyomma sculptum (antes chamado de Amblyomma cajennense), é de extrema importância. Isso porque, dessa forma, a pessoa picada pode procurar assistência médica assim que sentir qualquer problema.
Para identificar o tipo de carrapato encontrado, basta olhar o formato e os detalhes do seu corpo. O carrapato estrela tem um “desenho” nas costas que se assemelha a uma estrela e é avermelhado. Já o carrapato comum é cinza e arredondado.
O carrapato-estrela se caracteriza por se alimentar de sangue de várias espécies de animais, mas principalmente aqueles que vivem em zona rural, como cavalos, bois, roedores silvestres, suínos, cabras e capivaras. Porém, nada impede que ele também pique cães, gatos e seres humanos. Apesar de ser uma doença tipicamente rural, o número de casos urbanos vem crescendo, principalmente nos últimos anos.
Por isso, quando um carrapato é encontrado em um pet ou pessoa, é muito importante lembrar por onde esse indivíduo esteve nos últimos dias. Mesmo que não saiba como é o carrapato-estrela, se houve contato com animais de produção ou ambiente rural, há chances de ser dessa espécie.
Os carrapatos se alimentam de sangue e necessitam de pelo menos três hospedeiros para atingirem a maturidade. Quando o ovo eclode, as larvas procuram um hospedeiro (que estiver mais próximo, pode ser os animais ou o homem) por cinco dias.
Elas retornam ao chão e se transformam em ninfas, então, buscam um novo hospedeiro, se alimentam por mais cinco dias e voltam novamente ao chão onde ficam por aproximadamente um mês, então, se tornam adultas.
Os carrapatos adultos podem ficar até dois anos sem se alimentarem, mas quando encontram um hospedeiro, se alimentam e acasalam. A fêmea bota cerca de 8 mil ovos, dando continuidade ao ciclo.
Se o carrapato em qualquer estágio de vida estiver contaminado pela bactéria, vai transmitir a febre maculosa ao hospedeiro ao se alimentar. Vale ressaltar que o carrapato precisa ficar fixado na pele do hospedeiro por, pelo menos, quatro horas para que ocorra a transmissão da doença.
A prevenção se inicia se informando onde tem carrapato-estrela. Mesmo nas áreas urbanas é muito comum que parques ecológicos tenham capivaras, e é importante se precaver.
Se tratando dos cães, é essencial que o pet esteja fazendo uso de algum medicamento ou produto com ação contra carrapatos. Converse com o médico-veterinário para administrar o mais indicado para o peludo, pois existem muitas opções no mercado, desde pipetas e coleiras até comprimidos.
Mesmo com tudo em dia, se o pet vai visitar locais que tenham carrapatos, verifique se não há nenhum parasita na sua pele. Mantenha escovação e os banhos frequentes. Para as pessoas, o Ministério da Saúde recomenda as seguintes precauções:
Para que o carrapato-estrela transmita a febre maculosa, ele precisa estar contaminado com a bactéria, portanto, a presença do carrapato pode causar apenas irritação local. Em caso de qualquer sintoma, o médico deve ser procurado. No site da Petz há mais informações importantes para cuidar da sua família!
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